A ERA DOS “MEUS DIREITOS”

 Acompanhe com atenção:

Voce leva no carro, desesperado, seu filho de três anos ou sua mãe idosa, precisando urgente de socorro médico; no meio do caminho, depara-se com uma barreira de um movimento social qualquer, reinvindicando uma passarela, ou a fazenda do Fulano para reforma agrária, ou um prédio abandonado para os sem-teto. Estão furiosos, queimando pneus, ameaçando a todos, e você é impedido de passar. Em pânico, mostra a criança, implora, pede pelo amor de Deus, mas o grupo se mostra irredutível: só libera o trânsito após a chegada do prefeito, do INCRA, do juiz, do delegado, dos repórteres. E ai de quem se atrever a tentar passar (usar seu DIREITO DE IR E VIR, QUE É O DIREITO À LIBERDADE, LOGO APÓS O DIREITO À VIDA). O que faria? Você tem duas escolhas: ficar ali implorando, chorando (o que adiantaria muito pouco, pois o que eles querem é isso: desespero, agonia, “adrenalina”, para a “nobre causa” dos sem isso ou aquilo) e assistir à morte do seu filho ou de sua mãe, ou acelerar o carro, buzinando, à frente, com as consequências que vierem, pois você está em ESTADO DE NECESSIDADE, DE VIDA OU DE MORTE. O que você acha que faria?

Se você tem absoluta certeza que ficaria parado aguardando seu filho ou sua mãe morrerem, não perca seu tempo nesse computador: junte-se a eles, junte-se aos defensores de “uma sociedade mais justa, mais igualitária, mais solidária”; vá pisando no direito dos outros pelo Brasil afora, quem sabe um dia uma sociedade assim, como foi construída em Cuba, na Coréia do Norte, ou como está sendo construída na Venezuela, na Bolívia, no Equador e aqui no Brasil, finalmente chegue e você viverá feliz para sempre, visitando de vez em quando no cemitério o túmulo do seu filho ou de sua mãe.

Moral da estória: alegado direito ofendido, individual ou coletivo, nenhum, dá o direito a alguém de pisar no direito alheio.

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Sobre ultradireitaemmarcha

~Brasileiros de ultradireita, defensores da família, da propriedade privada licitamente constituída, da livre iniciativa, da economia de mercado, das tradições cristãs ocidentais, da liberdade e da responsabilidade individual na manutenção e fortalecimento da pátria e do Estado como subordinado à sociedade, não o contrário.
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